2024-02-06

Amílcar Cabral, «o mais inteligente dos revolucionários africanos»

«[O assassínio de Amílcar Cabral colocou] brutalmente termo à vida de um revolucionário que, pelo valor exemplar do seu combate, mostrava a todos os explorados a via do verdadeiro ‘regresso à história’» e cujas «dimensões do chefe do Partido, do estratega militar e do teórico revolucionário, se enraizaram no espaço da guerra e no tempo dos anos sessenta». Julião Soares Sousa, historiador

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«Um intelectual de raro e brilhante talento». «Um construtor da história». «Um dirigente de primeira grandeza da África contemporânea». «Uma personagem multidimensional, na ação e nos escritos». «O mais inteligente dos revolucionários africanos».

 

Comandante militar, tático da guerra, professor, pedagogo e diplomata, Amílcar Cabral, cuja vida se confunde por inteiro com a do partido que fundou, foi uma figura determinante para os processos de independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. Teórico, estratega e artífice da luta pela libertação dos povos sob dominação colonial portuguesa, tornar-se-ia num dos mais prestigiados líderes políticos africanos pelo modo como enfrentaria, com uma notável inteligência diplomática e uma «rara capacidade de liderança efetiva», as problemáticas da luta contra o colonialismo e da construção da unidade nacional numa perspetiva pan-africana.

 

No ano em que se assinalam o centenário do nascimento do fundador do PAI primordial e o cinquentenário do 25 de Abril e do Acordo de Argel, a Temas e Debates publica Amílcar Cabral e o Fim do Império – Independências da Guiné e Cabo Verde, um impressionante estudo de História, Política e Direito onde António Duarte Silva, Professor Auxiliar Convidado do Departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, revela como o PAIGC, com o seu ideólogo e líder, ficaria para a História como o movimento de libertação nacional que alcançou a independência associada da Guiné-Bissau e de Cabo Verde – tendo sido decisivo para o fim do império colonial português.

 

Nas livrarias a 22 de fevereiro.