2018-06-12

«Ministros do Diabo», de Carlos A. Moreira Azevedo, nas livrarias

«Ministros do Diabo», de Carlos A. Moreira Azevedo, é uma obra imperdível que dá a conhecer os métodos e práticas do Tribunal do Santo Ofício e como este afetou o curso da história dos Portugueses.

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Carlos A. Moreira Azevedo, descobriu seis sermões de autos da fé do bispo de Coimbra Afonso de Castelo Branco (1522-1615), em caixa de documentos sem paginar, no Arquivo Secreto Vaticano. Verificando o seu caráter inédito, estudou e dá agora a conhecer estes escritos raros no século XVI, produzidos por uma figura culturalmente relevante, que parece ter sido o único pregador nos 230 anos da Inquisição a exercer esta missão por seis vezes seguidas, na sua diocese. Com os seus sermões perante os sentenciados, este servidor fiel da monarquia filipina e da autoridade romana marcou a luta do Portugal quinhentista contra o criptojudaísmo e as heresias.

O título, «Ministros do Diabo», recorre à expressão de Afonso de Castelo Branco para classificar os judeus: “prelados e ministros do diabo”, mas atribui-o devolvido aos pregadores destes rituais. Ser “ministro do diabo” é recorrer ao discurso, ainda que erudito, para justificar injustiças e estimular ódios, em vez de argumentar na defesa dos mais frágeis e pobres e de apelar autenticamente à misericórdia e ao perdão, à convivência de diferentes visões de Deus e do mundo.

Já disponível nas livrarias, «Ministros do Diabo», de Carlos A. Moreira Azevedo. 

O lançamento do livro decorrerá no dia 22 de junho, às 18:30, no Salão Nobre da Universidade Aberta, em Lisboa. A obra será apresentada pelo Historiador José Pedro Paiva.

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