2017-12-14

Não sabe o que oferecer no Natal? A Temas e Debates sabe!

São livros para todos os gostos: fábulas, crónicas, ensaios, história, ciência, política. Este Natal não há desculpas para não comprar a prenda certa. A Temas e Debates dá-lhe muitas sugestões. Quentes e boas.

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«O Livro Português das Fábulas», de José Viale Moutinho.
«O Livro Português das Fábulas» é uma importante reunião do universo fabulístico nacional.
As fábulas podem ter surgido no Oriente mas rapidamente foram apropriadas e adotadas por outras culturas. O Livro Português das Fábulas reúne este património imaterial do imaginário português que, ao contrário do que se possa julgar, ainda se mantém vivo. Desde o anonimato dos tempos antigos à história literária, também os nossos escritores nos deram belíssimas fábulas com importantes lições de vida e de moral.

Reunindo 182 fábulas e 38 autores, esta é uma edição exemplar, com ilustrações de época e com breves biografias dos autores registados. Neste volume encontramos um manuscrito do século XV, descoberto por Leite de Vasconcelos na Biblioteca Palatina de Viena, assim como escritos de Fernão Lopes, Almeida Garrett, Bocage, Camilo Castelo Branco, Marquesa de Alorna, João de Deus, Trindade Coelho e Fernando Pessoa, entre outros autores.

«Literatura de Cordel», de José Viale Moutinho 
Verdadeiras narrativas de amor e de crime numa antologia que nos faz regressar ao tempo em que as histórias eram publicadas em vários capítulos, impressas em formato de caderno e suspensas de um cordel, para serem vendidas nas ruas, feiras e aldeias. Tomava-se conhecimento das singularidades do mundo, das verdades e das mentiras, dos criminosos, das execuções e dos milagres, dos fenómenos naturais e dos monstros sobrenaturais. Há por aqui vinganças, mas não escapa a misericórdia, a comiseração, a inteligência e a sabedoria popular, a esperteza, as fortunas tiradas das cartolas ou das carapuças de burel! São textos que fazem parte por vezes de uma literatura marginal, e outros que se inscrevem na literatura tradicional que estão na memória das histórias que eram contadas e recontadas, como: «História do célebre navegador João de Calais»; «Maria! Não me mates que sou tua mãe!»; «Vida de José do Telhado»; «História do grande Roberto do Diabo» ou ainda «História verdadeira da princesa Magalona». 

«Moda e Feminismos em Portugal», de Cristina L. Duarte 
Diz-me o que vestes, dir-te-ei quem és. A moda como fenómeno social e laboratório dos géneros. "Este trabalho tem como objetivo analisar sociologicamente o fenómeno da moda: identificar os valores associados ao vestuário, as representações de si e a socialização, bem como a rutura e/ou continuidade, expressas pelos modos e maneiras de vestir, e o poder inerentes a certos itens de roupa, que podem significar também opressão, constrangimento ou insegurança. Ao falarmos sobre mulheres, roupa e sociedade, lançamos um novo debate sobre feminismos, e identificamos o poder dado pelo vestir ao longo de momentos-chave da mudança social e política do século XX. Na nossa abordagem, a sociedade portuguesa surge retratada pela voz de 23 mulheres, participantes em três momentos principais: durante o Estado Novo, 25 de Abril e após 1974."  

«A Estranha Ordem das Coisas», de António Damásio 
A resposta habitual a esta pergunta remete para a excecional inteligência humana, auxiliada por uma faculdade ímpar: a linguagem. Em «A Estranha Ordem das Coisas», António Damásio proporciona uma resposta diferente. Ele afirma que os sentimentos - de dor, sofrimento ou prazer antecipado - foram as forças motrizes primordiais do empreendimento cultural, os mecanismos que impulsionaram o intelecto humano na direção da cultura. Além disso, propõe que os sentimentos monitorizaram o sucesso ou o fracasso das nossas invenções culturais e permanecem, ainda hoje, envolvidos nas operações subjacentes ao processo cultural, para o melhor e para o pior. A interação favorável e desfavorável de sentimento e razão deve ser reconhecida se quisermos compreender os conflitos e as contradições que afligem a condição humana, desde os dramas humanos pessoais até às crises políticas. 

«A Invenção da Ciência», de David Wooton Antes de 1492 acreditava-se que todo o conhecimento relevante já se encontrava disponível, não havia um conceito de progresso e as pessoas procuravam compreender o passado e não o futuro. David Wootton argumenta que a descoberta da América demonstrou que era possível o novo conhecimento. Aliás, introduziu mesmo o conceito de "descoberta" e abriu o caminho à invenção da ciência. A nova cultura teve os seus mártires (Giordano Bruno e Galileu Galilei), os seus heróis (Johannes Kepler e Robert Boyle) e os seus artesãos pacientes (William Gilbert e Robert Hooke). Conduziu a um novo racionalismo, extinguindo a alquimia, a astrologia e a crença na feitiçaria. Levou à invenção da máquina a vapor e à primeira Revolução Industrial. A obra fundamental e de referência de David Wootton altera a nossa compreensão de como se deu esta grande transformação e do que é a ciência.

«Contra o Vento», de Valentim Alexandre
"Após a Segunda Guerra Mundial, a ameaça de partilha das colónias portuguesas desvaneceu-se, dando lugar a uma outra - a da descolonização, tocando sucessivamente a Ásia e a África. É da evolução do sistema colonial português nesta nova situação que trata o presente livro - estudando a descolonização e as resistências que Portugal lhe opôs, não, como tem sido habitual, numa perspetiva de tempo curto (incidindo no período que vai da revolução do 25 de Abril de 1974 até à data da proclamação da independência de Angola, a 11 de novembro do ano seguinte), mas numa análise de um tempo mais longo e de ordem comparativa. [...] Deve salientar-se, no entanto, que este não é um trabalho sobre Salazar e a sua política. A partir da documentação do seu arquivo - e com o recurso, sempre que necessário, a fontes de outra natureza -, procurámos ir mais longe, seguindo a evolução do Império, nos seus diversos aspetos: o da política colonial; o da economia colonial; o da política externa; o das relações entre o Estado português e a Igreja Católica; e o da defesa militar e policial."

«Tempo de Raiva», de Panjak Mishra 
Como se pode explicar a onda de ódio que parece varrer o mundo atual? Será possível escrever a História da raiva através dos tempos? Pankaj Mishra acredita que sim, que há uma ligação entre os atentados bombistas e atiradores do século XIX e os acontecimentos violentos dos dias de hoje. Em «Tempo de Raiva», um polémico e subversivo livro, o ensaísta e romancista indiano defende que estamos a assistir a uma pandemia global de raiva. O fenómeno dos contínuos ataques terroristas de hoje, segundo Mishra, pode ser atribuído a ressentimentos desorientados que, no século XIX, deram origem aos jovens enraivecidos que engrossaram as filas do nacional-socialismo na Alemanha, que se tornaram revolucionários messiânicos na Rússia, belicistas na Itália e terroristas anárquicos, internacionalmente. Este é um livro indispensável para compreender o mundo em que vivemos e onde podemos encontrar uma resposta às inquietações suscitadas pelo terror do autoproclamado Estado Islâmico, visto que "nada, desde o triunfo dos vândalos no Norte de África romano, pareceu tão repentino, incompreensível e difícil de reverter". 

«O Caso da PIDE/DGS», de Irene Flunser Pimentel 
Em «O Caso da PIDE/DGS - Foram julgados os principais agentes da Ditadura portuguesa?» são analisados os últimos dias da PIDE/DGS e o processo de justiça política relativa aos elementos deste braço da ditadura, na transição para a Democracia. Todos os principais dirigentes estão aqui representados, assim como valiosas estatísticas que nos dão a conhecer o número de agentes e informadores detidos, após a extinção da PIDE. Com este livro Irene Flunser Pimentel indaga a forma como decorreu este processo, até hoje bastante questionado e largamente desconhecido. Uma investigação realizada em numerosos arquivos portugueses e em abundante bibliografia. Um livro essencial para percebermos como evoluiu a memória do passado ditatorial e da PIDE/DGS. 

«Crónica de uma amizade fixe», de Vítor Ramalho
A evocação da amizade de Vítor Ramalho e Mário Soares, na narrativa de uma ligação de décadas, repleta de episódios marcantes e que cimentou toda uma relação pessoal e política. Desde o convite inicial a Vítor Ramalho para o exercício de funções governativas, apresentado pelo então primeiro-ministro Mário Soares como sendo uma proposta sem possibilidade de recusa, até à comoção sentida na despedida derradeira – quando o cortejo fúnebre do ex-Presidente passou em frente da sede do PS, em Lisboa –, o relato de uma sólida amizade que se estreitou, independentemente dos triunfos ou desaires políticos vividos por cada um deles, ao longo da nossa História recente. Alargada também à convivência familiar – com Maria de Jesus Barroso a desempenhar desde sempre um papel influente e pacificador –, eis uma amizade solidária que percorre grandes momentos e outros menos felizes do País, recordada a partir de um olhar que constitui, antes de mais, um testemunho sobre o entendimento cúmplice que uniu Mário Soares e Vítor Ramalho em situações, confrontos ou alianças com protagonistas da vida partidária e política bem conhecidos, sem esquecer igualmente o contributo prestado por ambos para realizações e iniciativas que ficaram a assinalar intervenções cívicas de relevância inegável.  

«Filhos da América», de Nélida Piñon 
Em «Filhos da América», Nélida Piñon escreve sobre Machado de Assis e José de Alencar, escritores que considera dois dos principais intérpretes do Brasil na literatura; perfila a atriz Marília Pêra, exalta a escrita de Rachel de Queiroz, saúda a chegada de Antônio Torres à Academia Brasileira de Letras e, entre outros temas, homenageia a amiga Carmen Balcells, que morreu em 2015 e foi agente literária dos maiores escritores da América Latina. Neste que também é um livro sobre memória, Nélida rende tributos à literatura ibero-americana, passeia pela Galiza da sua infância e a que restou na vida dos parentes que com ela vieram para o Brasil, recorda os caminhos que a levaram a escrever livros como A República dos Sonhos, sobre imigração, e Vozes do Deserto, sobre as narrativas árabes, que tem Scherezade como protagonista. Grande contadora de histórias e exímia ouvinte, a autora circula por todos os ambientes, desde as esquinas de seu bairro até os salões mais nobres, recolhendo, da vida e da relação com as pessoas, memórias que transbordam em seguida para a sua escrita. Este livro é, portanto, um registo das suas experiências, da cultura e das pessoas. 

«Portugal Católico», de José Eduardo Franco e José Carlos Seabra Pereira
"A presente obra não visa constituir mais uma contribuição erudita ou edificante de retrospetiva histórica; pretende, antes, traduzir-se num fundamentado quadro da condição atual do catolicismo em Portugal. Tem, pois, por intuito primordial pôr em evidência, com visão realista dos sinais de vitalidade e das limitações, as múltiplas facetas e as dinâmicas contemporâneas da comunidade católica nos vários domínios da vida da sociedade portuguesa. Enfim, trata-se de fazer o ponto da situação das presenças e ausências, dos acertos e desacertos, das forças e fraquezas das perspetivas cristãs, através de um discurso de rigor e numa escrita capaz de chegar a um vasto público de leitores católicos e não católicos, de vários estratos socioculturais. Graças a colaboração de dezenas de autores, vindos de diferentes gerações e sectores, com distintas formações e opções entre os leigos, com várias sensibilidades espirituais entre os consagrados, esta obra constitui-se em polifonia sobre as mais representativas faces do catolicismo em Portugal no século XXI - vozes condensadas na dicção de duas centenas de textos breves, intercalados com larga componente imagética.

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