2020-07-10

«O Sexo da Música»: Étienne Liebig leva-nos numa viagem no tempo e no espaço para descobrir as ligações entre música e sexualidade

«A música, tal como o sexo, é um assunto de corpo e coração; a música, tal como o sexo, é universal.»

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Para muitas pessoas a ligação entre música e sexo é óbvia, mas poucas conseguem explicar o porquê e menos ainda se debruçaram sobre o assunto. Para Étienne Liebig – músico, musicoterapeuta, animador social e autor de várias obras e ensaios – a existência de uma «relação sublime entre a música e o sexo, a música e o erotismo, a música e o amor» era uma certeza que o assolava há muito tempo e que o levou a escrever o livro O Sexo da Música, que chega às livrarias no próximo dia 17 de julho.

 

«Ainda não existe nenhuma cadeira de musicossexologia ou de sexomusicologia na universidade. Por todo o lado se sabe falar de sexualidade, de erotismo, de sexo, e por todo o lado se ensina música, a sua história e as suas técnicas, mas estranhamente é inexistente o conhecimento que combinaria as duas. No entanto, quando se vê no cinema uma cena erótica, escuta-se um certo tipo de música e não outro. Se se recorda um lugar de sedução e de encontros amorosos, ouve-se mentalmente o baile, a orquestra ou a aparelhagem sonora. As canções falam de amor, de desejo. As estátuas gregas apresentam flautas ou liras na nudez branca do mármore, e quando se lê biografias de músicos de rock (e não só), quase nem é surpresa descobrir nelas apetites sexuais insaciáveis!»

 

Dividido em três partes, o livro começa com uma análise aos elos fisiológicos entre o prazer sexual e o prazer de ouvir música; percorre a história da música desde os primórdios da humanidade, abordando de um ponto de vista antropológico e histórico aquilo que, em todas as épocas e em todo o mundo, fez com que a música e o sexo se cruzassem; e termina com um esboço de um estudo sobre todas as formas de representação artística que colocaram o sexo e a música numa correlação evidente – como a pintura, a escultura, a dança, o teatro, a literatura, o cinema, a ópera e muitas mais. Apresenta ainda biografias de músicos e compositores, com revelações surpreendentes, várias referências – músicas, videoclips, filmes – e uma vasta bibliografia, para se o leitor quiser aprofundar o conjunto dos domínios abordados.

 

Traduzido pelo maestro Miguel Graça Moura, O Sexo da Música é uma obra original e única, que procura explicar – de uma forma científica, histórica, psicológica e antropológica – uma relação que é extremamente pessoal mas também universal.

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