2021-07-07

Pelo Socialismo! O apelo de Thomas Piketty a um mundo mais justo

Piketty formula as bases para uma nova forma de socialismo «participativo e descentralizado, federal e democrático, ecológico, miscigenado e feminista»

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«Se, em 1990, me tivessem dito que, em 2020, publicaria um livro intitulado Pelo Socialismo!, julgaria que se tratava de uma piada de mau gosto. (…) Só que, trinta anos depois, em 2020, o hipercapitalismo foi demasiado longe e, agora, estou convencido de que devemos pensar numa nova superação do capitalismo, uma nova forma de socialismo, participativo e descentralizado, federal e democrático, ecológico, miscigenado e feminista.»

 

Nos últimos quatro anos, Thomas Piketty registou as suas ideias sobre os acontecimentos atuais numa coluna mensal no jornal francês Le Monde. Durante esse período, Piketty capturou a ascensão e queda de Donald Trump, o drama do Brexit, o crescimento dos populismos e nacionalismos, a ascensão de Macron à presidência francesa, o agravamento da crise climática, o desenrolar da pandemia mundial de COVID-19 e muito, muito mais, ao mesmo tempo que procurava soluções para um mundo, e um sistema económico, mais justo. O livro que a Temas e Debates publica a 8 de julho, Pelo Socialismo!, reúne o conjunto das crónicas mensais publicadas entre 2016 e 2020. Com um prefácio inédito, complementado por gráficos, quadros e textos adicionais, este é um livro essencial para melhor conhecer o pensamento de um dos principais economistas do nosso tempo.

 

Nesta coleção de crónicas, Thomas Piketty prossegue as suas reflexões sobre «socialismo participativo», ideia que tem vindo a defender em obras anteriores, nomeadamente em Capital e Ideologia, onde apela a uma redistribuição mais justa da riqueza mundial. Estes ensaios oferecem a visão da história contemporânea de um dos maiores economistas mundiais, com enfoque na luta contra as desigualdades e a evasão fiscal, a favor de uma Europa federalista e de uma globalização mais respeitadora do trabalho e do meio ambiente.

 

«A história decidirá se a palavra “socialismo” está definitivamente morta e deve ser substituída. A meu ver, penso que pode ser salva e até que continua a ser o termo mais apropriado para designar a ideia de um sistema económico alternativo ao capitalismo. Seja como for, não podemos contentar-nos em ser “contra” o capitalismo ou o neoliberalismo: é preciso ser também, e acima de tudo, “a favor” de outra coisa, o que exige que designemos de uma forma precisa a sociedade justa que temos em mente, seja qual for o nome que acabemos por decidir atribuir-lhe.»

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