2020-09-18

Poderá uma máquina pintar uma obra de arte, compor uma sinfonia, escrever um romance ou um poema comovente?

As máquinas são tão ou mais competentes do que os humanos em cada vez mais tarefas, mas pelo menos teremos sempre o consolo de que uma área permanecerá incomputável: a criatividade humana. Será que é mesmo assim?

Partilhar:

Nas últimas décadas, a transformação tecnológica tem dado saltos de gigante. De casas a carros, passando por televisões, telemóveis e assistentes pessoais, a Inteligência Artificial já faz parte do nosso dia a dia, embora muitos não se apercebam disso. A automatização é um risco para o mercado laboral, ameaçando milhares de empregos por todo o mundo, inclusive profissões ditas especializadas. Mas e nas artes? Poderá uma máquina ser criativa? Poderá ser ensinada a ser criativa? E o que é, afinal, a criatividade? Estas são apenas algumas das perguntas a que Marcus du Sautoy, professor de Matemática da Universidade de Oxford, procura responder no livro que a Temas e Debates publica a 25 de setembro. O Código da Criatividade apresenta uma visão fascinante e muito diferente da Inteligência Artificial e da essência do que significa ser humano. Um estudo brilhante da natureza da criatividade e um guia essencial para entendermos o funcionamento dos algoritmos e as regras matemáticas em que se baseiam.

 

Já há algoritmos capazes de reproduzir quadros de Jackson Pollock, de criar diálogos e cenas dignas de verdadeiras epopeias literárias, e até de enganar um painel de especialistas em Bach com as suas composições musicais. Será que esses programas apenas copiam a informação que lhes é dada ou têm capacidades criativas? Marcus Du Sautoy leva-nos por uma deslumbrante viagem multidisciplinar para tentar explicar a noção e a expressão da criatividade ao longo do tempo e das mais variadas formas – da música às artes plásticas, da teoria matemática aos jogos; e para tentar responder a várias perguntas: poderá a Inteligência Artificial criar algo por ela própria? Poderão as máquinas entrar no reino que muitos consideram ser uma característica essencialmente humana: a criatividade? Não são perguntas novas, mas com os avanços da tecnologia, tornaram-se cada vez mais relevantes, até essenciais.

Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de navegação. Ao navegar estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade. Tomei conhecimento e não desejo visualizar esta informação novamente.

OK