2020-03-04

Quem disse que as mulheres não vão (literalmente) à guerra?

«Mulheres Guerreiras», de Pamela D. Toler, conta-nos uma história poderosa e inesperada.

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Em «Mulheres Guerreiras», a autora Pamela D. Toler desvenda os motivos pelos quais a presença das mulheres guerreiras foi apagada da história. Revela-nos que elas sempre combateram – e não apesar de serem mulheres, mas precisamente porque o eram.

 

Quando se excluem as mulheres guerreiras – ou as cientistas, matemáticas ou escritoras – dos registos históricos, é fácil concluir que, com poucas exceções, as mulheres nunca combateram, realizaram descobertas ou fizeram uma diferença no mundo. Se as mulheres não aparecem nos livros de História, é fácil esquecer que elas pintaram quadros no Renascimento, que foram decisivas para a descoberta da estrutura do ADN ou que calcularam trajetórias de foguetões para a NASA. Estudar as mulheres guerreiras da história é importante, porque elas fazem parte da «história oculta do mundo».

 

«Na verdade, as mulheres sempre foram para a guerra: combatiam para vingar as suas famílias, defender as suas casas (ou cidades ou nações), conquistar a independência relativamente a uma potência estrangeira, expandir as fronteiras do seu reino ou satisfazer a sua ambição. Um punhado de mulheres abriu caminho à cotovelada até aos relatos históricos. Por vezes são recordadas nos seus países de origem como heroínas nacionais, mesmo que tenham sido esquecidas pelo resto do mundo. Porém, a grande maioria de mulheres guerreiras – de farda ou não, desejosas de combater ou movidas pelo desespero de se defenderem – foi relegada para as sombras da história, escondida em notas de rodapé ou quase apagada.»

 

Críticas internacionais:

 

«De forma lúcida e viva, a história complexa da presença da mulher no campo de batalha desfaz o mito de que as mulheres não foram nem podem ser guerreiras. É um contributo bem-vindo para o número crescente de obras que procuram fazer sair as mulheres das sombras da história, neste caso o mundo particularmente masculino da história militar.»
Anne Boyd Rioux, autora de Meg, Jo, Beth, Amy: The Story of Little Women and Why It Still Matters

 

«Esta história empolgante de mulheres de todo o mundo que combateram em guerras, da Antiguidade ao presente, por tantas e tão diversas razões, acaba de vez com os argumentos gastos de que apenas os homens se prestam a combater.»
Adrienne Mayor, autora de The Amazons: Lives and Legends of Warrior Women Across the Ancient World

 

«As obras de Pamela Toler nunca deixam de me encantar. Esta leva-nos numa digressão empolgante pela história e pelo mundo, compartilhando as histórias desconhecidas de mulheres que comandaram tropas em batalhas e esclarecendo as razões pelas quais a longa história das mulheres combatentes tem sido escondida com frequência. Toler é uma historiadora de primeira categoria que conhece verdadeiramente os temas sobre os quais escreve, mas sabe transmitir o seu saber com um toque ligeiro e cativante.»
Elizabeth Letts, autora de The Perfect Horse

 

«Este livro apresenta aos leitores um conjunto de mulheres invulgares e corajosas que se revelaram adversárias formidáveis no campo de batalha, subjugando e derrotando os oponentes masculinos. De Boudica, que chefiou uma rebelião contra o Império Romano, a Maria Bochkareva, que comandou o primeiro batalhão russo exclusivamente feminino durante a Segunda Guerra Mundial, conhecemos inúmeras mulheres-soldado cuja atuação se pautou pela coragem e pelo vigor. Toler pode apelidar esta história de inesperada, mas os leitores irão considerá-la um contributo importante para a literatura atual sobre as mulheres na guerra.»
Paige Bowers, autora de The General’s Niece

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