2022-05-13

Quem eram os informadores da PIDE/DGS, onde estavam e porque delatavam?

O novo livro de Irene Flunser Pimentel desvenda os métodos de recrutamento e as motivações dos que colaboraram com a polícia política do Estado Novo.

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Depois de A História da PIDE e O Caso da Pide/DGS, Irene Flunser Pimentel publica uma nova obra sobre a política de denúncia ao longo dos quase cinquenta anos de regime ditatorial português. Nas livrarias a 19 de maio, Os Informadores da PIDE – Uma Tragédia Portuguesa é uma obra essencial para historiadores e leitores curiosos que analisa a forma como a polícia política neste período sombrio da História contou com portugueses para denunciar outros, de que forma era feito o recrutamento e o que levava pessoas a aceitarem colaborar com a polícia, prejudicando e destruindo vidas.

 

Com base em exemplos e episódios da história portuguesa, Irene Flunser Pimentel mostra de que maneira uma cultura de denúncia marcou tragicamente o nosso país. Como nasceu e cresceu a PIDE/DGS? Quem foram os informadores da PIDE ao longo dos anos? Quais eram os inimigos não comunistas de Salazar? Quem foram os informadores nas organizações de luta armada e de esquerda radical? Começando por contextualizar os informadores nas ditaduras europeias e na União Soviética de Estaline, Irene Flunser Pimentel responde a estas e a muitas outras questões.

 

Os Informadores da PIDE – Uma Tragédia Portuguesa derruba lugares-comuns e ideias feitas e mostra que, ao contrário do que muitas vezes é dito, ser informador da PIDE/DGS era considerado uma atitude reprovável pela maior parte das pessoas em Portugal. Com base numa investigação detalhada, a autora analisa de forma ímpar as reais motivações dos delatores cuja existência contribuiu para estabelecer um clima de desconfiança, não só entre a minoria que atuava politicamente contra o regime, como em todas as portuguesas e todos os portugueses.

 

«Ao recrutar um informador, por meio de oferecimento voluntário ou de chantagem, a PIDE começava por pôr à prova a colaboração obtida. Por outras palavras, seguia os informadores, fazia-lhes escutas telefónicas, intercetava cartas para saber se eram verdadeiros “colaboradores” e confirmava a utilidade das suas informações.» Excerto da Introdução.

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