A Crise. E Agora?

A Crise. E Agora?

ISBN: 9789727597673
Edição/reimpressão: 04-2005
Editor: Temas e Debates
Código: 028100000069
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SINOPSE

O livro é uma reflexão crítica que acompanha, a par e passo, o ano de 2004 nas várias vertentes da crise que assolou Portugal - financeira, económica, social, moral e psicológica. Mário Soares refere "datas, acontecimentos e opções que não devem ser tão depressa esquecidos, até que a poeira dos dias, com toda a razão, os faça, misericordiosamente, desaparecer..." (do Prefácio).
No entanto, a parte IV é constituída por um ensaio, ou "escrito de intervenção", como o autor lhe chama, "para alertar os portugueses que eventualmente o lerem - sem alarmismo - para a crise que aí está e para a obrigação que todos temos de ajudar a superá-la", propondo "algumas soluções, seguramente polémicas, de natureza terapêutica, para a debelar". Sublinhando que não se trata de um livro de conselhos, mas tão-somente de "uma reflexão livre, de um homem livre, que não enjeita os seus deveres cívicos" (do Prefácio), este texto, sintomaticamente intitulado "E Agora?", começa por uma breve rememoração do percurso do autor pelos factos histórico-políticos mais marcantes do século XX e do início deste século, até à chegada da crise que atinge actualmente o país.
Analisando a situação presente, e particularmente o panorama exposto na campanha eleitoral que está a decorrer, Mário Soares parte então para uma análise política dos dados em presença e das possibilidades após os resultados das eleições do próximo dia 20: as vitórias por maioria relativa ou absoluta, as coligações que se dissolveram e as que poderão, ou não, vir a formar-se, bem como as expectativas de cada um dos vários parceiros e adversários, concluindo pela absoluta necessidade de que o governo que resulte destas eleições seja , em todo o caso, um governo de "salvação nacional", patriótico e não partidarista, que possa assegurar uma "viragem radical" em relação ao passado próximo. O autor explica aqueles que são, quanto a si, os três desafios fundamentais e inadiáveis que serão colocados ao futuro governo: a reforma da Administração Pública, a reforma da Justiça e a reforma da Economia e Finanças.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

"O livro que ora se publica constitui um acervo de textos sobre a situação portuguesa, nas sua múltiplas facetas, a que chamei A Crise. E Agora? Quase todos foram escritos durante o fatídico ano de 2004, que, curiosamente, foi também o da comemoração dos trinta anos da Revolução dos Cravos. (...) Não se trata de um livro de recados nem, muito menos, de conselhos. (...) Trata-se tão só de uma reflexão livre, de um homem livre, que não enjeita os seus deveres cívicos: levanta problemas, ensaia propostas, que julga poderem ter soluções, que se lhe afiguram válidas, ponta mudanças que tem como necessárias - uns e outras, obviamente, discutíveis - com o único objectivo de suscitar nos seus concidadãos a vontade de reflectir, pela sua própria cabeça, criticamente, o futuro do seu País, como convém que aconteça...."
Do Prefácio
"O livro que ora se publica constitui um acervo de textos sobre a situação portuguesa, nas sua múltiplas facetas, a que chamei A Crise. E Agora? Quase todos foram escritos durante o fatídico ano de 2004, que, curiosamente, foi também o da comemoração dos trinta anos da Revolução dos Cravos. (...) Não se trata de um livro de recados nem, muito menos, de conselhos. (...) Trata-se tão só de uma reflexão livre, de um homem livre, que não enjeita os seus deveres cívicos: levanta problemas, ensaia propostas, que julga poderem ter soluções, que se lhe afiguram válidas, ponta mudanças que tem como necessárias - uns e outras, obviamente, discutíveis - com o único objectivo de suscitar nos seus concidadãos a vontade de reflectir, pela sua própria cabeça, criticamente, o futuro do seu País, como convém que aconteça...."
Do Prefácio

DETALHES DO PRODUTO

A Crise. E Agora?
ISBN: 9789727597673
Edição/reimpressão: 04-2005
Editor: Temas e Debates
Código: 028100000069
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 231 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
Político e ex-presidente da República, Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em 1924 e faleceu em 2017. Oriundo de uma família com tradições políticas republicanas liberais, participou ativamente, desde a juventude, em atividades políticas contra o Estado Novo, o que lhe acarretou a passagem pelas prisões da polícia política e o exílio, primeiro em S. Tomé e depois em França, onde o 25 de abril de 1974 o encontraria. Advogado, defendeu em tribunais plenários numerosos opositores do regime, tendo-se destacado como representante da família Delgado nas investigações sobre as circunstâncias e responsabilidades da morte do "General sem Medo". Oposicionista declarado, apresentou-se como candidato em atos eleitorais consentidos pelo regime, nunca sendo, obviamente, eleito.
Dirigente da Acção Socialista Portuguesa, é um dos fundadores do Partido Socialista (1973), de que será o primeiro secretário-geral. Após o levantamento dos capitães em 1974, regressa prontamente a Portugal, ocupando a pasta dos Negócios Estrangeiros, passando a ser responsável pelo estabelecimento de relações diplomáticas com diversos países do mundo e pelas negociações que levariam à independência das colónias portuguesas.
No plano da política interna, destaca-se principalmente pela oposição à influência política e social de comunistas e partidos de extrema-esquerda, combatendo, não só o peso daqueles dentro das instituições militares e no aparelho de Estado, mas também a proposta de unicidade sindical.
Será primeiro-ministro de três governos constitucionais, assumindo o poder sempre em situações de grande gravidade (instabilidade resultante do PREC, crise financeira, etc.), governando ora com o apoio exclusivo do seu partido ora em coligação, consoante a relação de forças estabelecida no Parlamento. Será o segundo presidente da República eleito democraticamente após o restabelecimento da democracia, cumprindo dois mandatos sucessivos entre 1986 e 1996, durante os quais se empenhou repetidamente, quer na dinamização das relações externas, quer na auscultação das aspirações e reclamações populares, através de "presidências abertas" que o levaram a percorrer praticamente todo o território nacional. Quando saiu de Belém não regressou às fileiras do partido em cuja fundação teve significativo papel. No seu discurso de despedida ao povo português, deixou claramente expresso o desejo de se afastar definitivamente da política ("política nunca mais") e de se dedicar a outras atividades, particularmente à escrita. Em 1998 recebeu um convite da ONU, para chefiar uma missão de informação à Argélia, reunindo várias personalidades escolhidas por Kofi Annan. O objetivo desta missão foi observar a situação vivida neste país através do contacto com organizações políticas, representantes de jornais e visitas a vários locais.
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