2023-09-29

A maravilhosa (e desconhecida) história da nossa metade

Livro do Ano para o Sunday Times e o Spectator, Nómadas – Povos em movimento, uma história por contar chega às livrarias a 12 de outubro.

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Vagabundos. Migrantes. Vadios. Errantes. Se para alguns de nós o termo «nómada» está imbuído de um sentido de nostalgia itinerante romântica, para outros pressupõe um julgamento: são fugitivos. Sem residência fixa. Pessoas que não são conhecidas.

 

Numa era em que cada vez mais pessoas viajam e em que muitos de nós são não conhecidos, não haverá uma interpretação mais generosa? Afinal, muitas das nossas ideias e uma ampla variedade de gadgets e bens estão relacionados com mobilidade. Por outro lado, e ainda mais surpreendente, todos nós vivemos assim outrora, e não foi assim há tanto tempo, se considerarmos o cenário mais amplo da vida humana.

 

Antes de conseguirmos perceber quem somos e o que poderemos ser, temos de saber quem fomos. E os nómadas foram sempre pelo menos metade da história humana, tendo cooperado em larga escala – da ascensão de alguns dos maiores impérios ao contributo para o Renascimento europeu e à influência no mundo moderno – para a marcha daquilo a que muitos historiadores tradicionalmente chamam civilização.

 

Livro do Ano para o Sunday Times e o Spectator, Nómadas – Povos em movimento, uma história por contar narra a fascinante trajetória dos que vagueiam, bem como as suas relações complementares com os povos sedentários ao longo de uma linha cronológica de doze mil anos.

 

Desde aquele que é considerado o início da arquitetura monumental, em 9500 a.C., até aos nossos dias, o conceituado jornalista Anthony Sattin demonstra como a deambulação humana moldou quem somos hoje, e como é necessária a reavaliação da nossa «outra metade», do seu modo de vida – em maior harmonia com o mundo natural – e a sua impressionante, ágil e flexível capacidade de adaptação, numa magnífica escavação da vida errante que chega às livrarias a 12 de outubro.