«Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia».
Eles ouvem sons no que nos parece o silêncio perfeito, veem cores no que supomos ser a escuridão total e sentem vibrações no que sentimos como uma completa quietude. Eles são os maravilhosos protagonistas de Um Mundo Imenso – Os Sentidos dos Animais Revelam os Reinos Ocultos Que Nos Rodeiam, e estão prestes a deslumbrar-nos numa mágica viagem pela mão do vencedor do Pulitzer Ed Yong, em que o maior de todos os nossos ativos será… a imaginação.
Nas livrarias a 2 de novembro.
Nem tudo é como parece. E tudo aquilo que sentimos não é mais do que uma versão filtrada de tudo o que poderíamos sentir.
Ao contrário de uma aranha-armadeira, não conseguimos sentir as correntes de ar criadas por uma mosca que zumbe. Não temos conhecimento dos campos magnéticos que os piscos e as tartarugas--marinhas detetam, nem conseguimos ouvir os chamamentos infrassónicos dos elefantes.
«Os sentidos transformam o caos fluido do mundo em perceções e experiências – coisas a que podemos reagir e com base nas quais podemos agir. Permitem que a biologia submeta a física. Transformam os estímulos em informações. […] Ligam os animais ao que os rodeia e ligam-nos uns aos outros por meio de expressões, manifestações, gestos, chamamentos e correntes.
Os sentidos condicionam a vida de um animal, restringindo o que pode detetar e fazer, mas também definem o futuro de uma espécie e as possibilidades evolutivas que tem pela frente.»
Numa extraordinária aventura pelas casas dos sentidos dos animais do nosso Planeta, incluindo o olfato e o tato, o reino da visão e o mundo encantador da cor, os territórios mais duros da dor e do calor, o tato, a vibração, a audição e a utilização mais impressionante desta, a ecolocalização, bem como os mais difíceis de todos os saltos imaginativos dados até agora – os estranhos sentidos que os animais usam para detetar os campos elétricos e magnéticos que nós não detetamos –, o premiadíssimo autor bestseller Ed Yong explora a beleza oculta dos reinos que nos rodeiam, numa obra que também nos alerta para o perigo a que os seres humanos os submetem, poluindo e distorcendo essas informações, bem como onde residem agora as nossas responsabilidades para com a natureza.