2020-11-03

O novo livro de José Mattoso guia-nos pelo pensamento de um dos mais notáveis historiadores portugueses

«A minha visão da História humana, da História-vivida é contemplativa.»

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«A minha visão da História humana, da História-vivida é contemplativa. Requer um olhar atento, global, pacífico, não interventivo. Um olhar que capta as relações do pequeno com o grande, do singular com o plural, do diferente com o semelhante, do mesmo com o contrário. Um olhar que coloca as coisas na sua ordem, que permite descobrir os géneros e as espécies, que classifica os conjuntos e lhes atribui qualidades. Um olhar que reconhece o movimento e as mutações, sem que a diferença de tempo altere a identidade. Um olhar que compreende os percursos e os destinos da Humanidade, a atração e a repulsa, o amor e o ódio.»

 

A História Contemplativa é o novo livro de José Mattoso, que a Temas e Debates publica já a 13 de novembro. Esta obra possibilita um olhar pelo pensamento de um dos mais notáveis historiadores portugueses, que vê a História como «a base do conhecimento da condição humana» ou como uma «mestra da vida» que, ao invocar feitos do passado, nos orienta em resoluções do presente.

 

O livro reúne palestras, ensaios e artigos surgidos entre 1996 e 2013, que abordam temas tão diversos como as relações entre mouros e cristãos na Península Ibérica do século XI, as particularidades da religiosidade dos alentejanos, os contactos do Portugal recém-nascido com o mundo ou a importância dos lugares e monumentos portugueses classificados como património mundial pela Unesco. A abrir o livro, encontramos um ensaio inédito, escrito expressamente para esta edição, que pode ser visto como uma súmula do pensamento de José Mattoso, uma figura maior da historiografia portuguesa, cujo olhar lúcido nos ajuda a compreender o nosso país e o mundo em que vivemos. «Por isso é que há uma História contemplativa. Uma visão do passado que engloba nele tudo o que “foi”: a grande onda do devir humano e do devir do Universo, e o lugar que, na onda do devir, ocupam a molécula e a galáxia, a origem e o destino, o belo e as trevas, o que se move e o que permanece.»

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