Aí, nas margens do rio Saale, onde «as tochas da sabedoria» ardiam «a todas as horas do dia», reuniu-se um grupo de romancistas, poetas, críticos literários, filósofos, ensaístas, editores, tradutores e dramaturgos que, inebriados pela Revolução Francesa, puseram o eu no lugar central do seu pensamento.
Os seus nomes? Novalis, que jogava com a morte e a escuridão, Johann Gottlieb Fichte, Friedrich e August Wilhelm Schlegel, ambos escritores e críticos, Friedrich Schelling e Friedrich Schiller, o dramaturgo mais revolucionário da Alemanha, Georg Wilhelm Hegel, um dos filósofos mais influentes da História, Wilhelm e Alexander von Humboldt – o primeiro fundador da Universidade de Berlim, e o último um cientista e explorador intrépido – e Johann Wolfgang von Goethe, o mais célebre poeta alemão.
No centro dessa galáxia de mentes brilhantes, e no centro desta apaixonante narrativa, Caroline Böhmer – coração do grupo de «jovens românticos», musa e anfitriã dos encontros fundadores de uma revolução cujo impacto, sísmico à época, ecoaria até aos dias de hoje.
Obra-prima de Andrea Wulf, que orquestra com brilhantismo cartas, diários e documentos de arquivo originais deste extraordinário grupo de visionários pensadores, Rebeldes Magníficos – Os Primeiros Românticos e a Invenção do Eu já chegou às livrarias nacionais.