2021-09-20

Mariana Mazzucato apresenta um guia ousado e inovador para mudar o capitalismo

«Repensar o papel dos governos no âmbito nacional e na economia internacional é agora uma questão central para a humanidade.»

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A pandemia mundial da COVID-19 mostrou os limites do capitalismo. Mesmo antes do início da pandemia, o sistema capitalista estava estagnado, sem respostas concretas para os diferentes problemas que o mundo enfrentava – desde a crise climática à dos refugiados, passando pelo problema da privacidade digital. Inspirando-se no projeto Apollo da NASA, lançado pelo Presidente Kennedy – que coordenou com sucesso os sectores público e privado para colocar o homem na Lua –, Mariana Mazzucato, autora multipremiada e economista influente no panorama internacional, defende que o mesmo nível de ousadia seja aplicado às maiores questões sociais e políticas do nosso tempo. Devemos, argumenta, repensar as capacidades e o papel do governo na economia e na sociedade e, acima de tudo, recuperar o sentido de propósito público. Economia de Missão, cujas ideias já estão a ser adotadas em todo o mundo, oferece uma saída deste impasse para um futuro mais otimista. Chega às livrarias nacionais a 23 de setembro com a chancela Temas e Debates.

 

«Este livro tem a ver com repensar o governo ou repensar o capitalismo? A resposta é: com ambos. Mudar o capitalismo significa mudar como está estruturado o governo e também como são geridas as empresas – e como se interrelacionam as organizações públicas e privadas. Levar por diante as estruturas de gestão das organizações e as relações entre estas últimas, através de uma ideia de «objetivo», é a chave para uma abordagem orientada para uma missão específica.»

 

Parte crítica política, parte manifesto – e escrito quase como um guia – Economia de Missão mostra um caminho para rejuvenescer os estados e salvar o capitalismo – em vez de acabar com ele. Mazzucato defende que o nosso futuro passa por uma reestruturação das bases do capitalismo para se tornar inclusivo, sustentável e guiado por uma inovação que procure resolver problemas concretos. Ao focar-se no imenso poder dos governos para moldar os mercados, a economista argumenta que o próprio capitalismo pode ser refeito – se se focar no interesse público em vez de nos lucros dos privados.

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