2021-09-15

Um estudo sobre terríveis aflições, de fomes a pandemias, e sobre a nossa incapacidade de aprender com os erros do passado

«Todas as catástrofes são, de certo modo, criadas pelo homem»

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As catástrofes são difíceis de prever. As pandemias, assim como terramotos, incêndios, crises financeiras e guerras, não se distribuem de modo racional; não existe um ciclo da história que nos permita antecipar a próxima catástrofe. Porém, quando uma catástrofe se abate, deveríamos estar mais bem preparados do que os romanos quando o Vesúvio entrou em erupção ou do que os europeus medievais quando a Peste Negra espalhou a morte – afinal, temos a ciência do nosso lado.  No entanto, a resposta de muitos países ditos desenvolvidos à COVID-19 deixou muito a desejar. Porquê?

 

 

No livro Condenação, que a Temas e Debates publica a 16 de setembro com tradução de Luís Oliveira Santos, o historiador Niall Ferguson explica por que razão a experiência não nos preparou melhor para enfrentar as catástrofes. Combinando várias áreas do saber, da economia à ciência das redes, Ferguson utiliza a profundidade e a complexidade do seu conhecimento para nos dar uma nova interpretação dos acontecimentos catastróficos e explica o porquê de, face a uma catástrofe, algumas sociedades colapsarem, a maioria se manter firme e algumas saírem mais fortes. Com este livro, o historiador oferece não apenas a história, mas uma teoria geral das catástrofes; mostrando a razão pela qual os nossos sistemas, cada vez mais burocráticos e complexos, não conseguirem reagir eficazmente aos desastres. Um livro essencial se quisermos agir melhor perante a próxima crise e evitar o declínio irreversível. 

 

 

«Não temos como saber qual dos possíveis desastres futuros vai ocorrer nem quando. Só podemos usar a história para aprender a construir estruturas sociais e políticas que sejam, pelo menos, resistentes, e, na melhor das hipóteses, antifrágeis; como evitar o mergulho no caos de autoflagelação tão amiúde característica das sociedades assoberbadas pela catástrofe; e como resistir ao canto da sereia que defende o governo totalitário ou mundial como necessário para a proteção da nossa espécie indefesa e do nosso mundo vulnerável.»

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