2021-06-25

Um poderoso antídoto contra o mito do sexo fraco

Shäron Moalem explica as diferenças genéticas entre homens e mulheres de forma original e cientificamente persuasiva

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Quando o vírus da Covid-19 se começou a espalhar por todo o mundo no início de 2020, tornou-se inegável que os homens estavam a morrer em maior número do que as mulheres. Em alguns países, a taxa de mortalidade era de dois para uma. As primeiras tentativas para perceber tal discrepância concentraram-se nas variáveis comportamentais, mas aquilo que estamos a assistir no meio desta pandemia é o reaparecimento de uma das mais antigas histórias da humanidade: quando uma calamidade ataca, seja fome ou pandemia, sobrevivem mais mulheres. Eis alguns factos: as mulheres vivem mais tempo do que os homens, têm um sistema imunitário mais forte, têm menos probabilidade de sofrer de uma deficiência de desenvolvimento e mais probabilidade de ver o mundo numa gama mais ampla de cores, e, no geral, são melhores a combater o cancro. As mulheres são simplesmente mais fortes que os homens em todas as fases da vida. Mas porquê? E porque nos é ensinado o contrário?

 

Shäron Moalem, galardoado cientista, médico e escritor best-seller do New York Times, baseou-se na sua investigação original sobre genética, nas suas descobertas clínicas e experiências de vida, e nas descobertas de cientistas pioneiros que desafiaram a doutrina do seu tempo, para compreender o porquê de, em todos os casos, a probabilidade de sobrevivência dos homens ser inferior à das mulheres. A resposta, descobriu, reside na nossa genética: dois cromossomas X proporcionam uma poderosa vantagem de sobrevivência. Em A Melhor Metade o Dr. Shäron apresenta uma análise científica profunda, mas extremamente acessível, e uma argumentação consistente para explicar a resiliência observada nas mulheres. Revolucionário mas absolutamente convincente, este livro faz-nos ver a humanidade e a sobrevivência da nossa espécie sob um novo prisma. Nas livrarias a 1 de julho.

 

Com uma prosa clara que entrelaça investigação surpreendente, estudos de caso e exemplos diversos, o autor explica porque prevalecem as mulheres genéticas sobre os homens em matéria de resiliência, intelecto, vigor, imunidade e muito mais. Apela também a uma reavaliação da perspetiva estandardizada e centrada no masculino que orienta os estudos médicos e a prescrição de medicamentos – que continua a ver as mulheres por uma lente biológica masculina. Durante centenas de anos, as mulheres foram tidas como inferiores aos homens no que toca a aptidões cognitivas e físicas, sendo vistas como frágeis, vulneráveis e imperfeitas. A Melhor Metade é um poderoso antídoto contra o mito do sexo fraco, ao mostrar que «quase tudo o que é biologicamente difícil de fazer na vida, desde a sobrevivência ao desenvolvimento, é feito melhor pelas mulheres.»

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