2025-09-12

Uma obra pioneira sobre o verdadeiro papel das mulheres durante a Expansão, em Portugal e outros territórios

A história da saga ultramarina dos portugueses tem-se contado sem mulheres, mas elas estiveram nos vários cenários e territórios. Portuguesas e autóctones tiveram um papel - na política, na economia e na sociedade - a que este livro faz, finalmente, justiça.

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A épica história da expansão ultramarina portuguesa perpetua há séculos a coragem e os feitos de personagens masculinas. De Portugal a África, Ásia e América, tanto as mulheres portuguesas como as autóctones assumiram um papel ativo em diversas áreas da sociedade, embora os registos oficiais as silenciem. Neste novo livro, os autores Amândio Barros, Amélia Polónia, António Manuel Hespanha e Rosa Capelão repõem a verdade sobre o papel das mulheres naquele tempo. Construtoras de Impérios explora o protagonismo destas figuras femininas como peças-chave na construção do império colonial português na Época Moderna. Esta é uma obra pioneira de historiadores portugueses reconhecidos a nível nacional e internacional que chega às livrarias a 18 de setembro.

 

Explorando o protagonismo das mulheres como peças-chave na construção do império colonial português na Época Moderna, nela se tecem novos debates, com forte base documental, sobre processos de exclusão e subalternidade, mas também de resistência, a que a historiografia atual não pode ser alheia. Especial atenção é dada a uma narrativa integradora da agência da mulher portuguesa e da mulher autóctone.

 

Percorrendo vários cenários, desde os metropolitanos a espaços coloniais, na África, Ásia e América, a obra torna patente que a expansão ultramarina portuguesa não foi uma mera história de homens em trânsito, foi também uma história de mulheres em ação. A mulher, portuguesa e autóctone, que nos documentos oficiais surge silenciada ou representada como subordinada, surge neste livro como personagem ativa na política, na economia e na sociedade – em Portugal e em espaços ultramarinos.

 

Entre as mulheres que ficam, as que partem e as que se viram confrontadas com a imposição de códigos culturais externos aos seus universos vivenciais – todas emergem como participantes na construção, na manutenção e na transformação do(s) império(s) português(eses): o império formal, liderado por políticas e representantes do poder régio; o império informal, subordinado a estratégias e a práticas de indivíduos e grupos auto-organizados; e o império sombra, constituído pelos filhos e filhas da terra: um mundo composto por sentimentos de pertença cruzados, práticas híbridas e identidades em transformação.