É com prazer que a Temas e Debates partilha que o autor Philippe Aghion é um dos três vencedores do Prémio Nobel da Economia 2025. Na Temas e Debates, Aghion é coautor do livro O poder da destruição criadora – Inovação, crescimento e o futuro do capitalismo, publicado em 2021 e com prefácio de Carlos Moedas.
«Ao longo dos últimos dois séculos, pela primeira vez na história, o mundo testemunhou um crescimento económico sustentado», pode ler-se no comunicado da Real Academia Sueca para as Ciências. «Isto tirou um grande número de pessoas da pobreza e lançou as bases da nossa prosperidade. Os laureados deste ano em Ciências Económicas, Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, explicam como a inovação proporciona o impulso para mais progresso.» A Real Academia Sueca para as Ciências acrescenta que: «De maneiras diferentes, os laureados mostram como a destruição criadora gera conflitos que devem ser geridos de forma construtiva. Caso contrário, a inovação será bloqueada por empresas estabelecidas e grupos de interesse que correm o risco de ficar em desvantagem.»
O livro O poder da destruição criadora conta com prefácio de Carlos Moedas. «Aghion é um neoschumpeteriano que acredita que um verdadeiro equilíbrio entre o poder e o Estado, da sociedade civil e do mercado é a solução para este impasse», escreve o atual presidente da Câmara de Lisboa, antigo comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação e também, segundo o próprio, amigo do autor. «Ao contrário de Schumpeter, Aghion é um otimista informado. Para ele, o poder da destruição criadora está no centro do crescimento económico e é a base do nosso bem-estar, desde que realizado num ambiente devidamente regulado.»